segunda-feira, 28 de março de 2011

Teólogo da libertação José Comblin morre aos 88 anos na BA

27 de março de 2011 • 15h44 • atualizado às 16h46


O sacerdote belga José Comblin, um dos mais importantes representantes da Teologia da Libertação e que chegou a ser expulso do Chile e do Brasil por suas ideias, morreu neste domingo, aos 88 anos, na Bahia por causas naturais, informaram fontes eclesiásticas. Comblin, um estudioso da Igreja da América Latina e autor de obras como Teologia da Libertação e Ideologia da Segurança Nacional, morreu na cidade de Simões Filho, onde lecionava um curso na comunidade de base.

O sacerdote, que tinha problemas cardíacos e usava marca-passo, foi encontrado morto no quarto no qual estava hospedado por outros religiosos que o esperavam para a oração matinal e que estranharam sua demora. O corpo do religioso belga será velado neste domingo em Salvador e sepultado na Paraíba, segundo seus desejos, disseram porta-vozes da Arquidiocese de Barra, onde residia.

Comblin foi um dos seguidores e principais assessores do bispo brasileiro Hélder Câmara, o defensor dos Direitos Humanos e da opção da Igreja pelos pobres que chegou a ser conhecido durante a ditadura brasileira como o "bispo vermelho".

quarta-feira, 9 de março de 2011

Cinzas




Tem dias que perco a fé na humanidade. Hoje é um desses dias. E que não venham os crentes chatos de plantão me dizer que devemos é ter fé somente em Deus, do contrário muitos deles não teriam crido nas promessas feitas pelos futuros cônjuges no altar, ou qualquer outra situação em que envolva o empenho da palavra e a colocação do caráter à prova. Imaginem vocês um mundo sem confiança mútua, seria um inferno. Aliás, essa é pra mim uma boa definição de inferno: um mundo pleno de desconfiança, de eterna suspeita e temor de ser enganado. Tão ruim quanto seu oposto: a confiança cega, sem limites em outrem. O fato é que acreditamos sim, nas pessoas. E isso significa que colocamos, em maior ou menos medida, nossa confiança nelas, ou seja, botamos fé nos outros, assim como deles esperamos reciprocidade.

De qualquer forma hoje acordei sem fé nas pessoas, assim como sei que algumas também acordam sem fé em mim. Ponto pacífico, já que vez ou outra eu mesmo desconfio das coisas que penso e faço. Acontece que eu sei que ela, essa intrusa, vai voltar e me convencer a crer novamente, mas por hoje o que fica é a descrença nas atitudes, intenções e discurso dos outros. Portanto, calma. Não se preocupe comigo, porque daqui a pouco voltarei a crer nas pessoas, mas numa boa medida, o suficiente pra não me iludir com a idéia de que será a própria humanidade a única responsável por dar conta de ordenar e transformar o mundo. Acredito que todos temos um pouco de responsabilidade em tornar o mundo menos pior, ou no mínimo suportável, o resto é por conta de Deus e de sua graça.

Por isso mesmo não acredito (assim como Luiz Felipe Pondé* em seu mais novo livro Contra um Mundo Melhor), em gente muito justa, correta, honesta, humilde e ética, porque sei que por de trás delas há seres humanos de verdade: injustos, mentirosos, obscuros, cheios de si, claudicantes. Essa gente adora criticar seus governantes e representantes públicos, especialmente deputados com alguma evidência ou prova de malversação de dinheiro público, outro tipo de gente igualmente justa, correta, honesta, humilde e ética, pelo menos diante das câmeras, como todos nós. Não vou gastar meu tempo hoje falando deles. Quem sabe outro dia, em breve. As críticas, cabíveis e oportunas na maioria das vezes (pobres deputados), são feitas por quem também dá um jeitinho de levar o seu, seja burlando a Receita Federal omitindo ou falsificando dados, não emitindo notas fiscais (ou as emitindo frias), embolsando indevidamente o reembolso de combustível ou de táxi (lembra aquela corrida que deu vinte reais e você pediu um recibo de cinquenta?).

As veementes condenações à morosidade de nossos nobres governantes partem também de pessoas honestas e trabalhadoras, que lutam muito na vida para construir suas casinhas, e que aproveitam a falta de fiscalização pra jogar o entulho da construção no terreno dos vizinhos, quando não às margens de vias públicas, ou na sua calçada, leitor. Desde a respeitável dona de casa, mãe de família e evangélica fervorosa – que joga seu precioso lixo por aí, indiscriminadamente –, até aos promissores garotos ricos e bem educados em colégios particulares – arremessando da janela de seus carros caros latinhas de energético que acabaram de misturar em seu Black Label –, o ser humano demonstra uma faceta cruelmente real sobre si mesmos: quem não é objeto de nosso afeto não é digno de nosso respeito. Não importa quem você seja, nem o que faz, se não é do rol de membros ou da galera mais chegada não tem porque ser considerado. Ou você suja a casa do seu tio do coração, quase pai, com suas porcarias diárias? Também vai aos jogos com sua gangue pra espancar seu irmão, primo ou melhor amigo por serem eles tão somente torcedores do time rival, ou porque decidiram se relacionar com meninos? Essa verdade não é marca de nosso tempo, como eu imaginava há tempos atrás ou como querem muitos por aí que se aventuram a diagnosticar o cotidiano. É constitutiva do ser humano, "homo homini lupus" (se você, crente chato de plantão descobrir que essa expressão está num livro chamado O Leviatã, procure saber do que se trata antes de me amaldiçoar).

Voltando àquela gente justa e ética que passa horas versando sobre a falta de ética dos homens públicos, mas não tem a capacidade de se olhar no espelho por alguns segundos, quero dizer que são os mesmos que não se importam em furar fila, mentir a idade, falsificar a assinatura pra receber benefício de gente que já morreu, roubar livros de bibliotecas públicas, não devolver o DVD na locadora (e vendê-lo mais tarde em um sebo qualquer), roubar o sinal da TV por assinatura do vizinho, a água ou a energia elétrica das fornecedoras, ouvir música em celular de 80 reais sem fone de ouvido, sentar nas poltronas demarcadas para idosos, deficientes físicos e mulheres grávidas nos ônibus e fingir estar dormindo só para não ter que dar lugar à eles, estacionar em vaga de deficiente no shopping alegando que não há tantos deficientes assim dirigindo, ou que a paradinha vai ser rápida, parar em fila dupla para pegar seu esforçado filho na escola ao passo que amaldiçoa o prefeito por não melhorar o trânsito das cidades, ignorar que seus insignificantes papéis de bala entopem os bueiros agravando as inundações em tempos de fortes chuvas. A lista é grande e as coisas que você faz cabem muito bem nela. Cabe perguntar, como fez o roqueiro Dinho Ouro Preto: o que você faz quando ninguém te vê fazendo, ou o que você queria fazer se ninguém pudesse te ver?

Essa gente justa e ética, também trabalhadora e contribuinte adora o gostinho do mando e do desmando, especialmente quando seu pequeno poder vem acompanhado de um objeto que o simboliza, como uma arma, uma bata e um estetoscópio, uma assinatura em um documento importante, um uniforme – nem que seja um terno preto barato de segurança de supermercado, prontamente disposto a espancar o negrinho de boné e bermuda que entrou no setor de eletrônicos. E isso nos mostra outra verdade sobre nós mesmos: estamos todos permeados por nossas mesquinharias diárias, acreditando que o universo conspira a nosso favor, enquanto embriagados, urinamos nas ruas da cidades num dia qualquer de carnaval, adiando o quanto podemos a ressaca da quarta-feira de cinzas – ou uma ressaca maior e de proporções duradouras, como por exemplo a chegada de um bastardozinho, fruto das besteiras que cometemos, e herdeiro tão somente da nossa miséria moral. Antes que você me julgue eu não sou contra o carnaval ou festas populares. Afinal, é preciso se desligar do mundo de vez em quando para sobreviver à ele, como fazem os evangélicos e carismáticos, com suas festinhas particulares, digo, retiros espirituais.

Hoje é quarta-feira de cinzas, e eu me dei o direito de desacreditar (ainda que por um tempo) na humanidade, em você, e também e por que não, em mim mesmo? Sábio foi Paulo, o Apóstolo, quando disse: miserável homem que sou! (Romanos 7, 24). Ainda assim, dou graças.


Alexandre Gonçalves

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Batistas se comprometem com proteção do planeta



Durante a 91ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira (CBB) os batistas brasileiros aprovaram a “Carta de Niterói”, documento por meio do qual assumem uma posição clara em prol da preservação da criação de Deus. Leia a íntegra do documento:

Carta de Niterói

Nós, batistas brasileiros, reunidos na cidade de Niterói (RJ), em janeiro de 2011

CREMOS que

o Universo e o ser humano foram criados por Deus para a sua glória;
a vida e o Universo, em todos os sentidos, foram dados ao ser humano como um presente de Deus;

o Universo foi dado ao ser humano para a sua morada, sustento e para o desenvolvimento de sua história de vida;

o ser humano foi criado como um ser livre, mas, ao mesmo tempo, dependente da soberania de Deus;

Deus delegou ao ser humano a gestão sábia, criativa e sustentável de sua vida e da natureza;

depois da queda e rebeldia após a criação, o ser humano desvirtuou-se dos propósitos divinos da criação e passou a gerir sem sabedoria a sua vida e a natureza, sem se preocupar com a sua sustentabilidade;

que o Evangelho de Jesus Cristo traz não somente a restauração espiritual do ser humano, mas uma nova vida e esperança à humanidade;

que os ideais do Evangelho de Jesus Cristo recuperam os ideais originais da criação reconciliando-a com o Criador.

Neste sentido, DECLARAMOS que

ao longo da história, o ser humano ultrapassou os limites da gestão sustentável da natureza e que, por conta dessa atitude, o Planeta Terra está em perigo;

já não é possível mais o ser humano continuar a ser um consumidor da realidade, da vida e do Planeta Terra;

os dilemas ambientais e ecológicos não afetam apenas o cosmos, mas também a natureza humana e, neste sentido, o ser humano como um micro-cosmo também tem prejudicado a sua saúde física, mental-emocional, social e espiritual pelo inconsequente e imediatista estilo de vida adotado;

os cristãos, em geral, têm se preocupado mais com a redenção espiritual do ser humano, nem sempre considerando o ser humano e a vida em todos os seus aspectos.

Por fim, CONCLAMAMOS que

os cristãos de toda a Terra busquem compreender que o Evangelho todo é para todo o ser humano e para o ser humano todo, incluindo a sustentabilidade da vida humana e da natureza;

cada ser humano assuma o compromisso de cuidar com sabedoria, criatividade e sustentabilidade de sua vida, de seus relacionamentos e da natureza;

os empresários assumam o compromisso de participar da preservação do ambiente em seus mais variados aspectos – social, ecológico, distribuição justa de bens e oportunidades para todos;

os empreendimentos imobiliários sejam planejados e executados de modo a preservar o meio ambiente e a transformar o Planeta Terra numa habitação segura para a vida humana;

que a educação ambiental e para a vida seja incluída na formação do sujeito histórico desde a sua infância em nossa Nação.

as autoridades governamentais, em todos os níveis, lutem contra a inépcia, a corrupção, o imediatismo, estabelecendo legislação sábia, séria e respeitosa à vida humana, à preservação e ocupação do meio ambiente;

as autoridades assumam com seriedade o papel de agente fiscalizador do uso sustentável da natureza de modo a preservar também a vida humana, evitando assim os desastres ambientais como os que ultimamente temos sofrido.

Tudo isto para que conquistemos a VIDA PLENA E O MEIO AMBIENTE.

Niterói (RJ), 91ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira, 25 de janeiro de 2011

Comissão da Carta de Niterói

Mere Márcia Prado Bello
Norton Riker Lages
Lourenço Stelio Rega (relator)


Fonte: Vida e Meio Ambiente

"Tolerância religiosa no Brasil não é herança holandesa"



Católicos, protestantes e judeus convivendo e trabalhando juntos, com mais liberdade de culto. Assim descreve o Brasil holandês o pesquisador Evan Haefeli, professor assistente da Universidade de Colúmbia (EUA).

“O Brasil tem um lugar muito especial na história da tolerância, porque antes da Revolução Francesa era o único lugar no mundo onde protestantes, católicos e judeus viviam suas crenças, mais ou menos abertamente.”

Primeira sinagoga das Américas
Um dos maiores exemplos dessa tolerância ainda pode ser visto: está no Recife a primeira sinagoga das Américas, construída durante o período da ocupação holandesa no Brasil. “A construção da sinagoga abriu um novo mundo de oportunidades para que os judeus pudessem professar sua fé abertamente e não serem judeus convertidos ou cristãos novos”, explica Haefeli.

Segundo Haefeli, porém, a tolerância religiosa, vista por muitos até nossos dias como característica brasileira, não é uma herança do período holandês. Este processo de aceitação mútua já estava em curso desde antes da chegada de Maurício de Nassau, visto por alguns pesquisadores como o responsável pela implantação dessa política de tolerância.

“Isso aconteceu de duas maneiras. Primeiro, antes da chegada dos holandeses, não havia inquisição no Brasil de maneira regular. Havia algumas visitas de inquisidores, que chegavam para investigar um caso ou outro”. Por isso, e também pelas oportunidades comerciais, muitos judeus já viviam no Brasil português.

Interesses econômicos
Outro motivo destacado pelo pesquisador é que, antes dos holandeses, ainda que não houvesse uma política oficial de tolerância, os portugueses não pressionavam tanto os habitantes da colônia a adotar o catolicismo, como fizeram em outras partes do mundo.

“Nem todos gostavam de ter católicos, judeus ou protestantes como vizinhos, mas as circunstâncias econômicas e políticas forçaram essas pessoas a conviver, a coexistir, de um modo diferente do que aconteceu em todos os outros lugares do mundo”, explica Haefeli.

Tolerância holandesa e portuguesa
Os holandeses, que eram protestantes calvinistas, foram mais tolerantes com os católicos no Brasil do que eram em outras colônias ou mesmo na Holanda. Além disso, eles aceitaram alguns rituais de religiões africanas para a colheita, praticados pelos escravos que trabalhavam nas plantações de açúcar.

O professor explica que esses rituais, realizados publicamente, eram considerados fundamentais até mesmo pelos católicos donos dos engenhos. “Como a razão para os holandeses estarem em Pernambuco era o açúcar, controlar a indústria do açúcar, apesar de os ministros calvinistas reclamarem, nunca se fez nada para impedir a realização destes rituais”.


Holandeses no Brasil

Os holandeses invadiram o Brasil no século XVII, estabelecendo-se no Nordeste. O principal objetivo era controlar o comércio de cana-de-açúcar na região, um dos mais lucrativos da época. A ocupação durou 30 anos. O período mais conhecido foi o governo de Maurício de Nassau (1637-1644). A região conheceu o progresso econômico e social, ganhando ainda mais importância e prosperidade no cenário mundial.

Portugueses e holandeses tinham muitas diferenças. A religião era uma das mais fortes. Os holandeses, protestantes, ocuparam um território antes dominado pelos católicos portugueses. Porém, durante o período de ocupação, procuraram conviver de maneira pacífica com os demais credos.

Fonte: Embaixada do Brasil na Holanda



Igreja pede explicações ao Estado

Quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 626 - 25/1/2011

RELIGIÃO & POLÍTICA
Igreja pede explicações ao Estado

Por Ligia Martins de Almeida em 25/1/2011

Como se não bastassem as mortes na região serrana do Rio de Janeiro e as brigas entre seus principais aliados – PMDB e PT –, a presidente Dilma Rousseff agora vai ter que lidar com os questionamentos da igreja católica. Empossado como prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, o arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Avis, cobrou uma definição da presidente em entrevista publicada na Folha de S.Paulo (19/1/2011):

"Não temos uma ideia clara de quem é Dilma do ponto de vista religioso. Ela precisa explicar melhor as suas convicções religiosas para que o diálogo possa progredir. O que sabemos é que Dilma mostrou flexibilidade com relação a temas importantes para a igreja. Mas também sabemos que políticos fazem isso: durante a campanha, é uma coisa e, na prática, o caminho às vezes é outro. Eu espero que as posições dela se aproximem das posições da igreja. Para isso, precisamos conhecer melhor o que pensa a Dilma presidente em relação a certos temas. Não só o aborto, que teve destaque na disputa eleitoral, mas também quanto ao PNDH-3 [Plano Nacional de Direitos Humanos], que traz posições contundentíssimas para a igreja. Há aspectos muito bonitos com relação à questão social, mas temos aborto, homossexualismo, um monte de coisa que precisamos ver como vai ficar."

Enquanto o religioso espera para ver como as coisas vão ficar, os jornais poderiam esclarecer que questões como legalização do aborto, união de homossexuais e outros temas tão caros à igreja independem da exclusiva vontade da Presidência da República. Qualquer modificação na lei referente ao aborto ou à união legal de homossexuais, por exemplo, passa por aprovação do Congresso Nacional.

Deveriaa imprensa esclarecer também que as atitudes da presidente – ou de qualquer presidente deste país – dizem respeito apenas ao Estado, assim como as decisões da igreja (católica ou qualquer outra) dizem respeito apenas aos seus seguidores. Como disse o próprio cardeal em sua entrevista, "a separação entre igreja e Estado foi uma conquista e representa uma grande vantagem democrática em relação ao passado, quando havia a imposição da religião sobre o Estado".

O papel de cada um

A entrevista de Dom João de Braz Aviz acabou repercutindo no jornal concorrente. Em artigo publicado domingo (23/1) no Estado de S. Paulo, Débora Diniz discute o tema sob o título "Quem tem medo da laicidade?":

"De minha parte, não preciso conhecer a fé religiosa de nossa presidente para acreditar na democracia. Ainda diferente de d. João, estou certa de que, se o ex-presidente Lula se apresentou como homem de Estado, a atual presidente poderá ir além: melhor será se somente conhecermos a mulher de Estado. Se a ela for conveniente expor suas crenças privadas em matéria religiosa, que esse seja um fato indiferente à vida democrática. Mas, honestamente, preferiria que Dilma fosse não apenas a primeira mulher presidente, mas principalmente, aquela que atualizasse o dispositivo da laicidade do Estado brasileiro... Não há incompatibilidade moral entre a mulher de fé e a mulher de Estado. Só elegemos a mulher de Estado."

Enquanto a presidente da República procura organizar seu governo e enfrentar as catástrofes (naturais e políticas), melhor seria se o cardeal católico e todos os outros líderes religiosos do país se unissem em oração ou trabalhassem efetivamente para ajudar as vítimas das enchentes por esse Brasil afora. Cabe à imprensa esclarecer aos leitores que cada um tem seu papel na democracia, noticiando, comentando e, sempre que necessário, destacando que Estado e igreja são coisas diferentes.

Se cada um – Estado, igreja e imprensa – fizer a sua parte, a democracia só tem a ganhar.


Fonte: Observatório da Imprensa