quinta-feira, 24 de julho de 2008

Por uma educação Anti-Racista

No ano de 2003 foi assinada a legislação que introduzia no artigo 26ª, 79ª e 79B da LDB um aspecto explícito sobre a Cultura africana e afro-brasileira que deveria nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e particular tornava obrigatório o ensino desta história.
O conteúdo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinente à História do Brasil, em especial nas áreas de Artes, Literatura e História, mas lei é clara especial, o que não retira a responsabilidade de nenhuma outra área – inclusive do ENSINO RELIGIOSO.
Passados cinco anos e muito pouco foi realizado. Por este motivo, visando o segundo semestre de 2008 em que “celebramos” os 120 anos da abolição da escravatura, não podemos deixar de mencionar o papel da cultura afro-brasileira na construção da identidade brasileira.
Coloquei CELEBRAR entre aspas porque acredito ser este um tema para ser discutido com os alunos, de fato o que a comunidade negra celebrou, a comunidade japonesa neste ano fez memória da chegada de seus primeiros imigrantes, no início do ano fizemos memória da vinda da família real portuguesa fatos que marcaram – por que interferiram em nossa história e a história africana no Brasil que ainda assiste seus espaços sagrados serem invadidos e seus sacerdotes menosprezados.
O Ensino Religioso como uma área do conhecimento que tem como objetivo proposto pelos PCNER: Visando à valorização do pluralismo e da diversidade cultural presente na sociedade brasileira, facilita a compreensão das formas que exprimem o Transcendente na superação da finitude humana e que determinam subjacentemente, o processo histórico da humanidade.
Neste contexto que está o repensar os conteúdos do Ensino Religioso para integrar a cultura africana e afro-brasileira.


Faça o download do livro Educação Anti-Racista

Fonte: Editorial do GPERNews (http://www.gper.com.br/)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Arábia Saudita organiza conferência sobre diálogo inter-religioso

AFP

ARÁBIA SAUDITA (2º) - A Arábia Saudita organiza de hoje até sexta, em Madri, uma conferencia internacional para promover o diálogo entre as religiões, com a sessão inaugural presidida pelo rei Abdullah, anunciaram os organizadores da Liga Islâmica Mundial, com sede em Meca.

Segundo o vice-ministro saudita de Cultura e Informação, Saleh Al-Namlah, estão sendo esperados 200 participantes no encontro com representantes das principais religiões: muçulmanos, cristãos, judeus, mas também budistas. Confirmaram presença o secretário-geral do Congresso Judeu Mundial, Michael Schneider, e o cardeal Jean-Louis Tauran, encarregado do Vaticano para o diálogo com o Islã.

Para o secretário-geral da Liga Islâmica Mundial, Abdullah bin Abdul Mohsin Al-Turki, "o objetivo do encontro é o conhecimento inter-religioso e a busca de modos de cooperação". "Não trataremos assuntos religiosos, mas temas comuns entre as religiões como a ética, a família, o meio ambiente", precisou, lembrando que "não será abordada nenhuma questão política".

A Espanha foi escolhida para a conferência por ser "o lugar natural para este tipo de diálogo" depois de ter sido durante séculos um local de coabitação entre as três grandes religiões monoteístas, explicou o embaixador saudita na Espanha, Saud bin Naif.

A Arábia Saudita, no entanto, proíbe em seu solo qualquer prática religiosa diferente do islã e impede a entrada de turistas portando símbolos religiosos como crucifixos ou Bíblias. Por isso a conferência é considerada um sinal de abertura, ainda que tímido.


Fonte: http://www.afp.com/portugues/home/

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Criado no Rio de Janeiro o Disque-Denúncia Intolerância


RIO DE JANEIRO (RJ) - As denúncias de que traficantes convertidos a igrejas independentes estão proibindo manifestações de umbanda e candomblé nas favelas cariocas causou reação na Câmara de Vereadores do Rio. Foi criado o Disque-Denúncia Intolerância, um número de telefone disponível 24 horas para registrar casos de discriminação contra adeptos de qualquer religião.

"A discriminação é crime, seja ela de cor, sexo ou religião. Qualquer pessoa, de qualquer credo, que se sentir perseguida ou ofendida por suas crenças pode ligar. A discriminação é crime, seja ela de cor, sexo ou religião" - defende o vereador Átila Nunes Neto, idealizador do projeto (ouça o vereador explicando como vai funcionar o serviço).
Pelo telefone (OX21) 2461-0055, é possível deixar informações sobre casos de violação à liberdade religiosa. Desde ameaças até atos de violência, como os praticados por bandidos que expulsaram pais-de-santo em áreas dominadas pelo tráfico.

"A identidade da pessoa será preservada. Pediremos apenas para que deixem algum contato para que os órgãos competentes consigam ter mais informações" - explica o vereador.

Ex-ouvidor da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) do Governo Federal, o advogado Luiz Fernando Martins da Silva conta que recebeu diversas denúncias de praticantes da umbanda e do candomblé expulsos de comunidades dominadas por traficantes, em 2006, quando ocupava o cargo.

Denúncias arquivadas

Na ocasião, Luiz Fernando instaurou um processo administrativo e encaminhou para a Secretaria de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o advogado, o processo não foi para frente porque não houve interesse da governadora Rosinha Garotinho em apurar os casos.
"A liberdade religiosa no Brasil é um mito. Não existe". - diz Luiz Fernando.

Esta semana, deverá ser votado na Câmara o projeto do vereador Adilson Pires, que institui o Dia do Combate à Intolerância Religiosa. A data estipulada é o 21 de janeiro, dia em que a ialorixá Mãe Gilda morreu de infarto fulminante provocado pelas consecutivas invasões ao seu terreiro em Salvador: "Somos um país em que as religiões sempre conviveram. É importante alertar a sociedade de que todos têm que respeitar a liberdade".

Umbandistas e sacerdotes do candomblé reagiram com revolta às denúncias de crimes contra religiosos e acham que governo deve tomar atitudes


(Adriana Diniz e Clarissa Monteagudo – Extra Publicada em 18/03/2008 às 09:10)

terça-feira, 8 de julho de 2008